Sobre o projeto
O Uncle Predictor começou em 2014, no Mundial desse ano, como um jogo entre amigos gerido em folhas de cálculo. Doze anos depois é uma aplicação — mas as regras que o fizeram durar são as mesmas.
Como funcionava em 2014
Cada participante preenchia numa folha de cálculo os resultados que previa para os jogos seguintes e enviava-a antes do arranque da jornada. Do outro lado, essas apostas eram copiadas à mão para uma folha central, a pontuação era calculada e a classificação atualizada seguia para o grupo. Havia cartões de jogo impressos para quem preferia papel.
Era rudimentar e dava um trabalho considerável — mas funcionou durante um Mundial inteiro e ninguém quis parar no fim. Três coisas fizeram o jogo durar: apostava-se o resultado exato e não só o vencedor, havia uma classificação que se seguia com atenção, e havia um prazo a partir do qual não se mexia mais.
Os limites desse modelo
- Trabalho manual em cada jornada. Recolher, copiar e conferir as folhas de toda a gente.
- Prazos por confirmar à mão. Garantir que ninguém enviou depois do jogo começar dependia de quem estava a receber.
- Sem acompanhamento ao vivo. A classificação só chegava depois de a jornada estar fechada e processada.
- Difícil de crescer. Com um grupo pequeno era gerível; com muita gente deixava de ser.
A versão atual
A folha de cada participante passou a um cartão de jogo na aplicação, que se grava sozinho e fecha automaticamente 1 hora antes do apito inicial. A folha central passou a uma base de dados que calcula a pontuação assim que o resultado entra.
Com o cálculo automático tornaram-se possíveis mecânicas que não eram praticáveis à mão:
- Bónus de raridade, que exige comparar as apostas de todos os participantes em cada jogo.
- Classificação ao vivo, com os pontos a mexer durante os jogos.
- Notificações antes de cada prazo, em vez de depender da memória de cada um.
- Várias competições em simultâneo, cada uma com a sua classificação.
A pontuação foi reequilibrada à volta de um princípio: premiar quem arrisca. Apostar 1-0 em tudo é seguro e raramente ganha. Daí o bónus de raridade, o Joker e os critérios de desempate. Está tudo nas regras.
Como é feito
Durante anos o jogo correu em Google Sheets com scripts por cima. Já era um avanço face às folhas enviadas por email, mas chegou ao limite quando o número de participantes cresceu e apareceu a classificação ao vivo.
Em julho de 2026 passou tudo para uma base de dados. A pontuação, que antes era calculada no browser de cada pessoa, passou a ser feita no servidor — o que garante que toda a gente vê exatamente os mesmos pontos. Os resultados entram automaticamente a partir de uma fonte oficial de dados de futebol, sem ninguém os escrever à mão. Em agosto de 2026 saiu a aplicação Android na Google Play, que carrega a mesma versão do jogo.
O Mundial 2026 correu inteiro nesta versão: 104 jogos e 4 305 apostas registadas, com a classificação a atualizar durante os jogos e sem uma única folha de cálculo pelo meio. São esses os dados que aparecem nos guias de estratégia — não estatísticas de terceiros, mas o que os participantes deste jogo realmente escreveram.
O que o Uncle Predictor não é
Também não é um site de prognósticos com dicas para apostar. Não publicamos odds, não recomendamos apostas e o conteúdo dos guias é sobre como pontuar melhor neste jogo, não sobre onde pôr dinheiro.
Quem está por trás
O Uncle Predictor é um projeto independente, desenvolvido e mantido em Portugal — sem equipa, sem investidores e sem publicidade paga. Cresceu por passagem de palavra entre grupos de amigos, colegas de trabalho e famílias que quiseram uma classificação a sério para o campeonato ou para o Mundial.
Todo o conteúdo deste site é escrito de raiz e as análises saem dos dados do próprio jogo. Quando um número aparece numa página, fica indicada a data a que foi apurado.
Se tiveres uma sugestão ou encontrares um erro — nos textos ou nas contas — os contactos estão abertos.